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Hepatite C representa um importante problema de saúde pública

Estima-se que existam, no mundo, cerca de 170 milhões de portadores crônicos do vírus da hepatite C e, no Brasil, três a quatro milhões de pessoas infectadas. A doença representa um importante problema de saúde pública, pois, uma parte destes indivíduos pode progredir para a cirrose - complicação de grande relevância clínica. A hepatite C é causada pelo vírus VHC, transmitido de muitas formas, como através de transfusão de sangue, compartilhamento de seringas, instrumentos para manicure ou tatuagem, entre outras. A evolução da patologia costuma ser lenta e o diagnóstico tardio. Mas, essa é uma das poucas enfermidades crônicas que pode ser curada. 

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A hepatite C é uma doença silenciosa e só apresenta sintomas em estágio muito avançado.

O tratamento da hepatite C, até pouco tempo atrás, era realizado com drogas que provocavam muitos efeitos colaterais. Há poucos meses, foram disponibilizados, no Brasil, combinações terapêuticas com novas drogas orais mais eficazes e mais fáceis de serem utilizadas. O tempo de terapia também foi reduzido para 12 a 24 semanas. Com isso, as chances de cura do vírus com as novas drogas disponíveis variam em média de 80 a 99%, a depender das características clínicas do paciente. Para os pacientes que não têm cirrose, as chances de cura situam-se em 93 e 99%, enquanto que, para os cirróticos, essas chances são menores. Os efeitos colaterais são mínimos.

Segundo o Dr. André Lyra, médico especialista em gastroenterologia e hepatologia, “o governo comprou cerca de 30 mil terapias com drogas novas que estão sendo utilizadas desde o ano passado. Os resultados são excelentes, as chances de cura, de um modo geral, é de 80 a 100%, de acordo com as características de cada paciente, e os efeitos colaterais são poucos”.