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Conheça alguns fatores que podem fazer com que a pessoa desenvolva um quadro depressivo

Umas das principais causas de morte do planeta, a depressão é aquela doença que tem como um de seus sintomas uma tristeza que não passa, que tira a vontade de trabalhar, estudar e se socializar. É como se a pessoa perdesse o rumo, a vida perdesse a graça. Choro, solidão e desespero se tornam rotina. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), ela é considerada como o mal do século, uma em cada 10 pessoas sofrerá de depressão em algum momento da vida. 

A depressão é uma doença caracterizada por um conjunto de sintomas com  duração mínima de duas semanas. Entre eles: 

- Tristeza ou anedonia (perda de capacidade de sentir prazer); 
- Humor deprimido na maior parte do dia; 
- Interesse ao prazer diminuído; 
- Perda de peso; 
- Insônia, hipersonia ou aumento do sono; 
- Agitação ou retardo psicomotor; 
- Fadiga, perda de energia - a pessoa se sente sem forças para fazer as atividades do dia-a-dia, na maioria das vezes fica prostrada no leito; 
- Diminuição da capacidade de pensar, se concentrar;
- As vezes, pensamentos recorrentes de morte, pensamentos suicidas também podem acontecer.

Existem vários fatores que podem fazer com que a pessoa desenvolva um quadro depressivo, os principais são o sexo, a idade e o histórico familiar. A mulher tem duas vezes mais chances de desenvolver a depressão do que os homens e a maior frequência de início está entre os 20 e os 40 anos. Já quem tem um histórico familiar de depressão, tem um risco entre 1,5 e 3 vezes maior do que quem não tem. 

A depressão é uma doença que não tem cura, mas deve ser tratada corretamente. Quando não se trata adequadamente ou a pessoa já apresentou diversas recaídas, o tratamento deve ser de manutenção e crônico. Por isso, a importância do tratamento correto e pelo tempo correto é fundamental desde o primeiro episódio. É muito comum o paciente começar a tratar um quadro depressivo e, com um mês, se sentir melhor e abandonar o tratamento. Porém, Dr. André Gordilho, médico especialista em psiquiatria, diz que “isso não deve ser feito de maneira nenhuma, até porque o tratamento deve durar em média um ano após o primeiro episódio. 50% das pessoas que desenvolveram um quadro depressivo podem ter recaídas, então, mesmo com o tratamento feito de forma adequada, existe a possibilidade de o paciente recair. Se o paciente está no segundo episódio depressivo, a taxa vai para 70%, se tem o terceiro episódio a doença já está praticamente crônica e a chance de recaída é acima de 90%”.