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Câncer de Estômago: Mais de 20 mil diagnósticos, por ano, no Brasil

Mais de 20 mil pessoas são diagnosticadas com câncer de estômago, por ano, no Brasil, de acordo com as estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA). O câncer de estômago é o segundo tumor mais frequente nas regiões Norte e Nordeste e o terceiro tipo mais frequente em homens. Ainda segundo o INCA, na grande maioria dos casos a doença está relacionada a fatores ambientais, principalmente à alimentação e a infecção pela bactéria H pylori. Estes fatores juntos causam uma irritação crônica na mucosa do estômago, a chamada gastrite crônica atrófica, que pode evoluir para o câncer caso não tratada a tempo. Uma infecção pela bactéria H pylori por muito tempo pode conduzir a alterações e lesões pré-cancerosas no estômago. Alguns alimentos também têm relação com o câncer de estômago, entre eles, estão os alimentos conservados de forma inadequada e a carne salgada. A carne salgada sob o efeito de bactérias produz aminas, substâncias que se transformam em cancerígenas e podem promover o câncer.

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O que é câncer de estômago?

O câncer de estômago tende a se desenvolver lentamente ao longo de muitos anos. Antes do aparecimento do câncer propriamente dito, alterações pré-cancerosas ocorrem frequentemente no revestimento do estômago. Estas alterações precoces raramente causam sintomas e, portanto, muitas vezes passam despercebidas. Com o crescimento da lesão, outros sintomas vão aparecendo como náuseas, vômitos, dores abdominais e perda de peso que podem ser confundidas com outros problemas gastrointestinais. Nos casos avançados, o paciente pode apresentar grande dificuldade de se alimentar, perda de peso importante e sangramento digestivo.

A endoscopia digestiva é o exame de escolha para avaliar a presença de lesão no estômago e realizar a biópsia para confirmar o diagnóstico. Pode ser realizada ambulatorialmente, sem a necessidade de internamento, e é capaz de identificar pequenas lesões, possibilitando o diagnóstico precoce do câncer. Para o cirurgião oncológico, doutor Thiago Francischetto, “o mais importante, assim como nos outros tumores, é o diagnóstico na fase inicial. Por exemplo, quando o diagnóstico é realizado no estágio I, a chance de cura é acima de 90%. Isso piora bastante com a evolução da doença chegando a menos de 10% no estágio IV, que é o estágio mais avançado. Por isso é importante procurar um médico assim que apresentar qualquer sintoma”.