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Tumores de cabeça e pescoço atingem 41 mil brasileiros anualmente

O câncer de cabeça e pescoço atinge 41 mil brasileiros por ano, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP). De acordo com o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, oito em cada dez diagnósticos têm a ver com o cigarro: a pessoa é ou já foi fumante. A pesquisa menciona, ainda, que o consumo de bebida alcoólica está presente em 50% dos casos positivos.

Segundo o médico especialista em cirurgia de cabeça e pescoço, Dr. Gabriel Carletto, “além da associação entre álcool e tabagismo, que aumenta e muito a incidência de tumores da cabeça e pescoço, a exposição solar também aumenta muito as lesões da pele nessa região. “Por isso, é fundamental evitar e exposição excessiva e não abrir mão do filtro solar. 

Esse tipo de câncer engloba os tumores da cavidade nasal, seios da face, boca, laringe e faringe e, portanto, os sintomas vão depender do local acometido. De acordo com o Dr. Gabriel Carletto, “normalmente os tumores nessa região se manifestam por nodulações cervicais ou também podem se apresentar como ferimentos em pele ou ulcerações, mas o mais comum são nodulações, linfonodos ou caroços cervicais”, elencou.

A doença tem tratamento e apresenta grandes chances de cura. A depender do local do tumor, o paciente pode ser submetido à cirurgia ou radioterapia exclusivos e/ou acompanhado de quimioterapia ou drogas biológicas. Em casos avançados, onde há presença de metástases, os médicos lançam mão de tratamento com quimioterapia e mais recentemente, imunoterapia. 

Prevenção é o melhor caminho

Não existem exames de rastreamento para esse tipo de câncer. A prevenção é o melhor caminho e a principal medida para a prevenção do tumor é o controle dos fatores de risco, como a interrupção do tabagismo e do consumo exagerado de bebidas alcoólicas, além do uso de protetor solar regularmente.

Outro fator de risco importante é a infecção pelo papilomavírus humano, o HPV, o mesmo que causa câncer de colo de útero, canal anal, pênis, vagina e vulva e é transmitido por via sexual. Portanto, recomenda-se o uso de preservativo durante as relações sexuais como forma de reduzir o risco de infeção por este vírus.