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Método para retirar nódulos benignos da tireoide facilita vida de pacientes

Estima-se que 60% da população brasileira desenvolverá, em algum momento da vida, nódulos da tireoide. Destes, 95% serão benignos. Os dados são da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). Em alguns casos, a única indicação para o tratamento é a cirurgia convencional, deixando cicatrizes e a possibilidade – em necessidade da retirada total da glândula (tireoidectomia) -, de reposição hormonal para o resto da vida.

Mas esse cenário mudou desde a chegada ao Brasil de uma inovadora alternativa: o procedimento Ablação por Radiofrequência (RFA), uma eficaz alternativa para tratar e reduzir o tamanho dos nódulos benignos, císticos e não-císticos, da tireoide. “O procedimento é realizado com ultrassonografia guiada e radiofrequência, em que o nódulo é aquecido e destruído”, resumiu o médico especialista em Cirurgia da Cabeça e Pescoço, Dr. Gabriel Carletto.

O procedimento reduz gradativamente o volume apenas do nódulo, preservando as funções hormonais da glândula da tireoide, além de evitar a cicatriz, resultado da cirurgia convencional. Vale frisar, porém, que nem todos os nódulos benignos são elegíveis para o procedimento de Ablação por Radiofrequência. Primeiramente, é necessária a comprovação por meio de ultrassonografia e punção aspirativa para checar que o nódulo é realmente benigno. Além disso, a técnica é recomendada para o tratamento de nódulos grandes que incomodam o paciente e causam sintomas compressivos em estruturas importantes, como o esôfago, dificultando a deglutição; a traqueia, resultando na dificuldade de respiração; ou mesmo nódulos em crescimento que incomodam esteticamente o paciente.

Segundo o Dr. Gabriel Carletto, “a Ablação por Radiofrequência é realizada sob anestesia local e sedação, com bons resultados e baixa taxa de complicações”. O procedimento no Brasil segue o mesmo protocolo da Coreia do Sul e da Itália, dois dos mais importantes polos de referência do mundo em Ablação por Radiofrequência para o tratamento de nódulos benignos da tireoide. “Usamos o mesmo material utilizado em outros países, sem nenhuma adequação na técnica. Apenas optamos pela sedação anestésica”, pontuou o médico.