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Hiperplasia benigna da próstata não tem relação com o câncer

A próstata é uma glândula presente no organismo masculino, do tamanho de uma noz, responsável pela produção do líquido seminal. Por volta dos 45 anos, ela tende a aumentar naturalmente de tamanho, dando origem à chamada Hiperplasia Benigna da Próstata (HPB). Essa condição atinge cerca de 14 milhões de brasileiros de acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia e pode causar obstrução parcial ou totalmente da uretra, sendo, por isso, considerada uma doença.

Segundo o médico André Goyanna, especialista em radiologia intervencionista, o aumento da glândula não tem relação alguma com o câncer de próstata e a diferença entre a HPB e o câncer é justamente a benignidade do crescimento da glândula, enquanto que o tumor pode se espalhar para outros órgãos (metástase) e levar o paciente ao óbito. “A Hiperplasia e o câncer de próstata são doenças distintas que podem, inclusive, coexistir”, afirmou.

O especialista aponta outras diferenças. Na Hiperplasia, entre os principais sintomas estão a dificuldade e a necessidade frequente e urgente de urinar, o aumento da micção noturna, a constante sensação de não esvaziamento completo da bexiga, entre outros. Já no caso dos tumores malignos de próstata, a grande maioria cresce de forma tão lenta que nem chega a dar sinais durante a vida.

A HPB, portanto, não é um tipo de câncer e não apresenta relação com o câncer de próstata, nem aumenta as chances de desenvolvimento do mesmo. “Um homem pode desenvolver HPB e câncer de próstata ao mesmo tempo. Daí a importância de consultar um médico urologista para o diagnóstico e início da terapia adequada”, alertou o médico.

O tratamento das duas doenças também difere um do outro. Alguns tipos de câncer de próstata crescem lentamente e demandam monitoramento. Outros tipos são agressivos e necessitam de radioterapia, cirurgia, terapia hormonal, quimioterapia ou outras opções terapêuticas. Já a HPB pode ser tratada por meio de um método minimamente invasivo: a chamada Embolização das Artérias Prostáticas (EAP), realizada por via endovascular para reduzir o fluxo de sangue da glândula. O procedimento é feito com anestesia local e o paciente recebe alta algumas horas após a intervenção.