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Vídeo Completo - Câncer de Ovário

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Viva Mais Viva Melhor – O que é o câncer de ovário?
Dr. Fábio Neves – O câncer de ovário acontece quando células normais do ovário sofrem mutações e passam a crescer sem controle. Estes tumores podem ocorrer em qualquer faixa etária, sendo a idade média do diagnóstico de 60 anos. No Brasil o câncer de ovário é o oitavo em incidência entre as mulheres, com estimativa anual de aproximadamente 6 mil novos casos.

Viva Mais Viva Melhor – Quais os fatores de risco para o câncer de ovário?
Dr. Fábio Neves – Os principais fatores de risco relacionados com o câncer de ovário são a história familiar de câncer de ovário ou câncer de mama, idade avançada, nuliparidade (mulher que não teve filhos), menarca precoce (início da menstruação com menos de 12 anos de idade), menopausa tardia (término da menstruação com mais de 50 anos.

Viva Mais Viva Melhor – Quais os principais sintomas do câncer de ovário?
Dr. Fábio Neves – Os sintomas associados ao câncer de ovário são vagos e inespecíficos. Como exemplo podemos citar a distensão abdominal, a sensação de pressão, desconforto ou de dor abdominal, o empachamento, perda de apetite, perda não intencional de peso, dor pélvica, fadiga e sintomas semelhantes ao da menopausa. Infelizmente isso acaba fazendo com que a mulher ignore os sintomas e só procure um médico tardiamente, o que na maioria das vezes acaba levando ao diagnóstico da doença já em sua fase mais avançada. Por isso é muito importante ficar atento e manter o acompanhamento regular com o seu ginecologista.

Viva Mais Viva Melhor – Como diagnosticar o câncer de ovário?
Dr. Fábio Neves – Não existe um exame específico para rastrear ou diagnosticar o câncer de ovário. O que se recomenda é a visita regular ao seu ginecologista com a realização de exame físico completo, a coleta do material para o exame colpocitológico (também conhecido como Papanicolau ou preventivo ginecológico) e o mais importante é a ultrassonografia transvaginal. É este o exame mais sensível para a detecção precoce das massas ou tumores do ovário. Este exame sempre deve ser realizado por profissional qualificado. O uso de marcadores tumorais como o CA-125 não tem papel no rastreamento deste tipo de neoplasia. O CA-125 é melhor empregado no acompanhamento das mulheres que já foram adequadamente tratadas para o câncer de ovário.

Viva Mais Viva Melhor – Como tratar o câncer de ovário?
Dr. Fábio Neves – O tratamento do câncer de ovário é multidisciplinar e tem como pilar principal a cirurgia. A cirurgia tem dois objetivos importantes, o primeiro é o correto estadiamento do tumor e o segundo a citorredução, ou seja, a diminuição da quantidade de doença. A cirurgia deve ser executada por profissional treinado e qualificado para a realização de procedimentos oncológicos, pois já está comprovado que o tratamento inicial inadequado resulta em pior prognóstico com redução importante na qualidade de vida e no tempo de sobrevida dessas pacientes. O tratamento pode ser realizado por laparoscopia ou cirurgia minimamente invasiva desde que realizado por cirurgião com treinamento e experiência com a técnica. Toda paciente com tumor ou massa pélvica suspeita deve ser avaliada por um cirurgião especializado em oncologia ginecológica.

Viva Mais Viva Melhor – As mulheres com histórico familiar de câncer de mama e ovário devem fazer cirurgia profilática?
Dr. Fábio Neves – Mulheres com história familiar importante de neoplasia de mama e ovário devem ser aconselhadas a investigar mutações genéticas, como as que envolvem os genes BRCA-1 e BRCA-2, responsáveis pelo aumento do risco de desenvolver câncer de mama e ovário. Em mulheres com testes genéticos positivo para mutação genética do BRCA-1 e BRCA-2 a retirada dos ovários de forma profilática pode reduzir em até 85% o risco de desenvolver o câncer de ovário e em 65% o risco de desenvolver o câncer de mama.

Viva Mais Viva Melhor – Como se proteger do câncer de ovário?
Dr. Fábio Neves – Fatores relacionados com a redução de risco para o câncer de ovário são o uso de contraceptivos orais, gravidez, amamentação e a laqueadura ou ligadura tubária. Atividade física e uma dieta saudável também podem ajudar.