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Vídeo Completo - Série Câncer de Boca

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Viva Mais Viva Melhor- Quais são os fatores de risco para o câncer de boca?
Dr. Gabriel Carletto- Sem dúvida alguma, os maiores fatores de risco são o tabagismo e o etilismo, especialmente se associados. Aproximadamente 95% dos casos de câncer de boca estão relacionados ao tabagismo e ao etilismo. Outros fatores estudados são os fatores genéticos, exposição ao sol, infecções gerais e a má higiene oral.

Viva Mais Viva Melhor- Como prevenir o câncer de boca?
Dr. Gabriel Carletto- A maior prevenção é manter-se afastado dos fatores de riscos ou, em outras palavras, não fumar e não beber. Além disso, é importante manter uma boa higiene bucal, procurar atendimento médico sempre que houver uma lesão persistente na boca. Para usuários de próteses mal adaptadas, deve procurar o dentista protético para ajuste.

Viva Mais Viva Melhor- Como se faz o diagnóstico precoce do câncer de boca?
Dr. Gabriel Carletto- Através do alto exame, que consiste em observar através do espelho todas as regiões da boca. Se você sentir dor, desconforto ou principalmente se for etilista e tabagista deve fazer o autoexame com frequência. As lesões iniciais ou pré-neoplásicas, são dois tipos: a leucoplasia e a eritroplasia. A leucoplasia é definida como uma lesão esbranquiçada, não destacável, que não melhora após a remoção dos fatores causais e apresenta uma chance de se transformar em câncer, que varia entre 0,25 a 30%. Já a eritroplasia é mais rara e perigosa, constituindo numa lesão avermelhada de mucosa que, ao ser analisada no microscópio, costuma já apresentar células cancerígenas.

Viva Mais Viva Melhor- Uma pessoa que nunca fumou ou bebeu pode ter câncer de boca?
Dr. Gabriel Carletto- Sim. Embora aproximadamente 97% dos casos estarem relacionados ao tabagismo, uma pequena parcela dos portadores dessa doença não fumam. Nesses casos existem alterações genéticas ainda em estudo relacionadas ao aparecimento do câncer.

Viva Mais Viva Melhor- Feito o diagnóstico do câncer de boca, qual é o próximo passo?
Dr. Gabriel Carletto- É necessário que se faça exames de estadiamento do tumor, ou seja, exames que tentem mostrar a real extensão do tumor, o que é conseguido através de tomografia computadorizada, endoscopia, laringoscopia, raio-x de tórax, entre outros. Considerando um tratamento cirúrgico, também são necessários exames pré-operatórios e avaliação cardiológica. A partir de então cabe ao cirurgião de cabeça e pescoço o planejamento do tratamento, bem como esclarecer ao paciente os aspectos envolvidos na terapêutica.

Viva Mais Viva Melhor- Quais são as opções de tratamento para o câncer de boca?
Dr. Gabriel Carletto- Trata-se basicamente de uma doença de tratamento cirúrgico, uma vez que a cirurgia oferece as melhores chances de cura. Existem também tratamentos baseados em quimioterapia e radioterapia, podendo ser combinados uns com os outros.

Viva Mais Viva Melhor- É possível curar o câncer de boca?
Dr. Gabriel Carletto- Sim. E a chance de cura é maior quanto mais precoce for o tumor. Por isso é tão importante que as pessoas, em especial as tabagistas, sejam orientadas a realizar o autoexame e, na presença de lesões suspeitas, procurar atendimento médico especializado.