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Mitos e Verdades sobre Videoartroscopia do joelho

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Olga Goulart – Modalidade de intervenção cirúrgica utilizada para visualizar, diagnosticar e tratar problemas na articulação do joelho, a videoartroscopia é uma técnica simples, minimamente invasiva, pouco traumática e a cicatriz é extremamente reduzida. Além disso tem o pós-operatório e o retorno às atividades muito mais rápido do que os procedimentos ditos abertos, porém existem muitas dúvidas a esse respeito. E na nossa série especial sobre os mitos e verdades que envolvem essa técnica, hoje aqui no Viva Mais Viva melhor, nós convidamos o médico ortopedista Doutor Gustavo Azi, especialista em cirurgia de joelho. Doutor, primeiramente qual que é a diferença da videoartroscopia do joelho para uma cirurgia comum?
Dr. Gustavo Azi – Na videoartroscopia você visualiza toda a articulação do joelho de maneira ampliada inclusive, em torno de vinte vezes a ampliação, e através de miniportais, sem precisar abrir a articulação do joelho. Você visualiza toda a articulação através do monitor, né? Dessa microcâmera que a gente coloca dentro do joelho, ela transmite a imagem para um monitor e a gente consegue ver essas imagens da articulação de maneira ampliada e com a visualização muito melhor inclusive do que se você tivesse com a articulação aberta, por conta da luminosidade que a microcâmera fornece pra gente.

Olga Goulart – É verdade que para realizar a videoartroscopia do joelho o médico poderá fazer até quatro cortes na pele, porém essas cicatrizes que são geradas são imperceptíveis? Isso é mito ou é verdade?
Dr. Gustavo Azi – Bom, na verdade pra você fazer a videoartroscopia, você só precisa de dois portais, né? Que a gente chama, são os minicortes, né? E com esses dois portais, você já consegue ter uma boa visualização de toda a articulação.

Olga Goulart – Qualquer pessoa pode se beneficiar com a videoartroscopia do joelho, essa afirmativa é verdadeira ou não?
Dr. Gustavo Azi – Não, não é. Primeiro, vai depender da indicação cirúrgica, ou seja, vai depender do tipo de lesão que a paciente tem no joelho e se essa paciente, se ela tem ou ele tem, digamos assim, um quadro clínico mínimo para que seja submetido a uma intervenção, porque apesar de ser uma intervenção minimamente invasiva, ainda assim, é uma intervenção cirúrgica. Então ela tem que ter um quadro clínico que seja compatível com algum grau de anestesia, né?

Olga Goulart – Através da videoartroscopia do joelho é possível tratar diversas lesões e patologias que envolvam aí as articulações. Mito ou verdade?
Dr. Gustavo Azi – Verdade. A videoartroscopia é uma grande arma no arsenal terapêutico, da cirurgia do joelho e muitas patologias a gente consegue resolver através dessa minicirurgia e que a gente não precisa abrir o joelho.

Olga Goulart – A videoartroscopia é um procedimento com pouquíssima perda sanguínea e com uma reabilitação muito mais rápida e menos dolorosa. Mito ou verdade?
Dr. Gustavo Azi – Verdade. Basicamente você não tem sangramento quase nenhum através da videoartroscopia e sem dúvida nenhuma o pós-operatório é muito mais tranquilo.

Olga Goulart – Embora essa cirurgia seja extremamente versátil doutor, nem todas as lesões do joelho podem ser tratadas dessa forma. Isso é verdade ou é mito?
Dr. Gustavo Azi – É verdade. Por exemplo, um paciente que tem uma artrose mais avançada do joelho, a gente não tem como tratar essa artrose através da videoartroscopia.

Olga Goulart – A videoartroscopia do joelho pode ser realizada com anestesia local e sedação ou sob anestesia geral. Verdade ou mito?
Dr. Gustavo Azi – Verdade. O tipo de anestesia é bem flexível para esse tipo de procedimento, então você pode fazer simplesmente com anestesia local nos portais, né? Nas mini-incisões e fazer uma sedação leve para que o paciente não precise participar desse procedimento.

Olga Goulart – Apesar de ser uma técnica bastante segura, podem também haver complicações durante a videoartroscopia do joelho. Mito ou verdade?
Dr. Gustavo Azi – Verdade. Todo e qualquer procedimento cirúrgico, a gente tem que sempre ter em mente que existe um risco, esse risco na videoartroscopia é muito pequeno, de fato, é muito, muito reduzido em relação às cirurgias convencionais, mas a gente tem que estar sempre precavido porque existe algum grau de risco para este tipo de cirurgia sim.

Olga Goulart – Dependendo do problema, a videoartroscopia do joelho pode ser apenas paliativa na tentativa de preservar a articulação, em algumas situações pode ser mais prudente abandonar definitivamente os esportes de impacto. Isso é mito ou é verdade?
Dr. Gustavo Azi – Verdade. Digamos assim, você tem algumas…. na artrose por exemplo. A artrose você pode lançar mão na videoartroscopia quando você no joelho artrósico você tem corpos livres, que a gente chama intra-articulares. A videoartroscopia vai ter a função do que a gente chama de toalete articular, a gente vai fazer uma limpeza da articulação, nesse caso específico você não vai estar fazendo a terapêutica definitiva, a terapêutica definitiva vai ser no futuro uma prótese para esse paciente, mas você vai dar um alívio bem grande durante um período. Em alguns pacientes a gente faz o toalete articular e se esse paciente ainda não tem indicação, por exemplo, um paciente jovem e que já tenha um grau de artrose muito grande no joelho e ele não pode botar próteses pelo fato de ser muito jovem, a gente pede para que ele diminua a quantidade de impacto naquela articulação

Olga Goulart – Após realizar a videoartroscopia do joelho, o retorno ao trabalho é bem rápido, dependendo dos níveis da dor e também da natureza do trabalho de cada paciente. Isso é mito ou é verdade?
Dr. Gustavo Azi – É verdade. O retorno à atividade laboral é muito mais rápido através dessa técnica.

Olga Goulart – Para finalizar doutor, é correto afirmar que além do joelho, a videoartroscopia pode também tratar problemas no quadril e no ombro?
Dr. Gustavo Azi – Sim. O joelho sem dúvida nenhuma foi o precursor dessa técnica e é onde essa técnica tem suas maiores indicações e onde a técnica está muito mais bem estabelecida, mas articulações como o ombro, o quadril, tornozelo e até mesmo o punho já vêm se beneficiando dessa técnica.

Olga Goulart – Ok, conversamos com o ortopedista, doutor Gustavo Azi, médico especialista em cirurgia de joelho. Doutor muito obrigada pelos esclarecimentos e até a próxima!