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Você sabe o que é a espondilite anquilosante?

Doença inflamatória crônica, de origem autoimune e progressiva, a espondilite anquilosante ainda não é considerada uma patologia comum. Num grupo de 100 indivíduos, apenas um pode ser afetado pela doença. Além disso, os homens são mais acometidos do que as mulheres, em geral numa proporção de três para um e, geralmente, entre os 20 aos 40 anos, faixa etária da população economicamente ativa.

O fator genético tem uma forte participação no surgimento da espondilite anquilosante. Por isso, o componente hereditário é um fator muito importante na patogênese da doença. “Neste caso específico, a doença é 30 vezes mais comum em parentes de pacientes afetados”, explica a Dra. Gisele Martins, médica especialista em reumatologia.

Os sintomas da espondilite vão além das dores nas costas. Perda de apetite, febre baixa, perda de peso, fadiga excessiva e anemia também podem aparecer em pacientes com diagnóstico de espondilite anquilosante. “Todos estes sinais e sintomas são característicos de um processo inflamatório inespecífico e, como a espondilite anquilosante é uma doença tipicamente inflamatória, eles podem estar associados à dor lombar, acrescenta a Dra. Gisele Martins.

Vale destacar que, diferente da dor lombar mecânica, que é aliviada por repouso, a dor lombar da espondilite anquilosante piora muito com o repouso. Ou seja, quanto mais parado o paciente ficar, mais dor ele vai sentir. Por isso, é muito importante uma anamnese detalhada para caracterizar o tipo de dor lombar que o paciente se queixa. 

“A dor lombar da espondilite anquilosante é aliviada com os movimentos. O repouso piora muito a dor e isso é uma característica típica da dor lombar do tipo inflamatória”. (Dra. Gisele Martins)

Infelizmente, não há cura para a espondilite anquilosante. Porém, o tratamento visa diminuir a atividade da doença e, por consequência, os seus danos. Apesar de ser menos ativa nos pacientes com mais idade, ela merece ser tratada e esse tratamento deve durar por toda a vida do paciente. “A natação é ideal para estes pacientes que sofrem com a espondilite anquilosante, pois trabalha todos os grupos musculares, assim como o pilates também”, finaliza a Dra. Gisele Martins.