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Transplante Hepático, a substituição do fígado doente por um saudável

Procedimento cirúrgico no qual um fígado é transplantado para outra pessoa, o transplante hepático é uma ação terapêutica indicada para pacientes com doenças crônicas ou incuráveis no órgão. É a substituição do fígado doente por um saudável, doado pela família de um paciente que teve morte encefálica ou, até mesmo, através de um doador vivo, quando um voluntário aceita doar apenas uma parte de seu fígado para o paciente, pois esse é o único órgão do corpo humano capaz de se regenerar, tanto no doador quanto no transplantado. 

“Quando se fala de transplante intervivos, na verdade, é retirado uma parte do fígado. A outra parte que fica é suficiente para exercer essas funções metabólicas do indivíduo”. (Dr. André Lyra, médico especialista em gastroenterologia e hepatologia)

Há programas, no Brasil e no mundo, que fazem o transplante intervivos, onde um indivíduo saudável doa parte do seu órgão para o outro. “É importante destacar, que existem critérios, nesses centros, que definem se a pessoa pode, de fato, realizar a doação. Eles levam em consideração a condição clínica do indivíduo, a idade, dentre outros. Na Bahia, não há esse tipo de procedimento, somente o transplante de fígado com doador falecido”, explica o Dr. André Lyra.

Existem critérios, bem estabelecidos na literatura médica, que definem quais pacientes podem ou não ser submetidos ao transplante hepático. Em linhas gerais, o fígado do paciente não deve estar funcionando adequadamente, de forma que esses indivíduos, na maioria das vezes, já apresentam alguma complicação da cirrose hepática, como: presença de ascite, icterícia, hemorragia digestiva ou tumor primário do fígado em fase inicial. Adicionalmente, esses pacientes não podem apresentar outras doenças graves, a ponto de contraindicar o procedimento. Idade muito avançada é, também, um fator limitante.

As doenças crônicas do fígado são importantes causas de morbidade e de mortalidade no Brasil e no mundo. “O transplante hepático é o único tratamento definitivo para estas condições, quando o estágio é avançado. A doação de órgãos é capaz de salvar a vida de várias pessoas, portanto, é fundamental que todos tenham em mente e tenham consciência que doar órgãos salva vidas”, finaliza o Dr. André Lyra.