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Neurocirurgia: Especialidade não trata apenas patologias do cérebro

Especialidade responsável pelo tratamento de lesões ou patologias referentes ao cérebro, coluna, medula e nervos periféricos, a neurocirurgia inclui, não somente a intervenção cirúrgica como tratamento, mas a prevenção, o diagnóstico, a avaliação e a reabilitação do paciente. Dentre os problemas tratados, estão os traumatismos cranianos, traumas na coluna vertebral, doenças vasculares cerebrais, dor crônica na coluna, tumores cerebrais, da coluna e medula, epilepsia, entre outras. 

“Existem, entretanto, algumas novas áreas dentro da neurocirurgia, subespecialidades um pouco mais modernas que vale a pena serem mencionadas, a radiocirurgia, por exemplo, tipo de radioterapia na qual os raios são guiados de forma estereotáxica (guiados matematicamente com o auxílio de um computador) e, muitas vezes, o neurocirurgião também atua. E no tratamento de algumas doenças através de técnicas minimamente invasivas, através de punções.” (Dr. Igor Maldonado, médico especialista em neurocirurgia).

É importante destacar, que a grande parte das consultas em neurocirurgia acontecem por encaminhamentos. “Não é muito comum o indivíduo sentir alguma coisa e procurar um neurocirurgião. Geralmente, ele passa por etapas antes de chegar ao neurocirurgião, ele consulta o clínico geral, o cardiologista, o neurologista, até que se descubra ou se suspeite de alguma afecção que pode requerer um cuidado neurocirúrgico”, acrescenta Dr. Igor Maldonado. Algumas pessoas, de fato, vão diretamente ao consultório do neurocirurgião, mesmo que isso não seja o mais comum e frequentemente devido a casos de epilepsias, crises convulsivas e dores de cabeça.

Dentre os inúmeros tipos e as inúmeras variações de cirurgias neurológicas existentes, a complexidade depende basicamente da patologia e da localização. Em neurocirurgia se fala em porte: existem cirurgias de pequeno, médio e grande porte. “As cirurgias de grande porte costumam ser cirurgias maiores, com acessos/aberturas maiores, manipulações maiores, às vezes na base do crânio, de nervos, de estruturas nobres e delicadas do sistema nervoso central e são, por natureza, cirurgias mais longas e, frequentemente, requerem internação em unidade de terapia intensiva. Mesmo quando a cirurgia acontece bem, frequentemente levam a um despertar do paciente que pode ser um pouco mais demorado”, finaliza Dr. Igor Maldonado