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Não subestime a gravidade da depressão

Doença grave que pode afetar de crianças a idosos, a depressão é caracterizada por um conjunto de sintomas com duração mínima de 2 semanas. A patologia, que não escolhe etnia, credo ou classe social, surge no cotidiano das pessoas, causando sofrimento e dor, não apenas em quem está com depressão, mas em todos à sua volta. Por isso, ao perceber que um amigo ou parente está deprimido, devemos estar preparados para ajudar.

Cabe à família, ver o que o seu parente tem, o que está sentindo, a fim de acolhê-lo e encaminhá-lo para fazer o tratamento adequado. Ou seja, o papel da família é dar o suporte e justificar a necessidade da consulta com o profissional especializado, pois, muitas vezes, o preconceito acaba afastando o paciente do correto diagnóstico. O psiquiatra é o profissional mais indicado para analisar esses casos, “para avaliar se aquele paciente realmente está com um quadro depressivo ou outro problema, como um quadro de ansiedade ou transtorno bipolar, por exemplo”, esclarece o Dr. André Gordilho, médico especialista em psiquiatria.

A depressão pode ser dividida em: depressão leve, depressão moderada, depressão grave e depressão grave com sintomas psicóticos. Para cada tipo, existe um prognóstico, uma evolução, uma necessidade e indicação de tratamento diferente. Dr. André Gordilho fala que “é muito comum o paciente começar a tratar um quadro depressivo e, com um mês, se sentir melhor e abandonar o tratamento”. Porém, a depressão é uma doença que não tem cura e deve ser tratada corretamente e por toda vida, assim como a hipertensão e diabetes, por exemplo.

“Quando não se trata adequadamente a depressão, ou a pessoa já apresentou diversas recaídas, o tratamento deve ser de manutenção e crônico. Por isso, a importância do tratamento correto, e pelo tempo correto, desde o primeiro episódio”, finaliza o Dr. André Gordilho.