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Mastectomia Profilática: Qualquer mulher pode fazer?

O câncer de mama é a maior causa de morte por câncer nas mulheres em todo o mundo, com mais de 57 mil novos casos por ano somente no Brasil, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA). Ser diagnosticada com este tipo de tumor não é uma tarefa fácil, é como se uma bomba caísse no colo da mulher. Além da preocupação comum a outros tipos de cânceres, surge a insegurança em relação à vaidade e à sexualidade. Por conta disso, algumas mulheres têm optado pela mastectomia profilática, a retirada de uma ou das duas mamas, com a finalidade de diminuir o risco de câncer, com redução de cerca de 90% da ocorrência do tumor. 

Porém, não é qualquer pessoa que pode fazer este tipo de cirurgia. “A única evidência bem definida para indicar a mastectomia profilática é a comprovação de uma mutação genética associada ao risco do câncer de mama, entretanto, existem alguns fatores de risco importantes, principalmente se estiverem associados, que podem, após serem avaliados, indicar a mastectomia profilática em pacientes sem mutação”, explica o Dr. Roberto Hoskel Azoubel, médico especialista em mastologia. Esses fatores são: 

- História familiar de câncer de mama em mãe, filha ou irmã, principalmente antes dos 50 anos de idade;
- Paciente portadora de câncer em uma das mamas;
- Tratamento com radioterapia na região das mamas antes dos 30 anos de idade;
- Diagnóstico de carcinoma lobular in situ e mamas extremamente densas.

Vale lembrar, que a mastectomia profilática não é uma cirurgia estética e tem riscos. “Como resultado permanente e irreversível, pode haver diminuição ou perda da sensibilidade da mama, com impacto na sexualidade, impossibilidade de amamentar e desenvolvimento de ansiedade ou depressão pela sua nova imagem corporal”, finaliza Dr. Roberto.