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Inimigo Silencioso: Você sabe como diagnosticar o câncer de ovário?

Com uma estimativa anual de mais de 6 mil novos casos no Brasil, o câncer de ovário é o 5º mais incidente na Região Centro-Oeste, 7º nas Regiões Sudeste, Sul e Nordeste e, na Região Norte, ocupa a 8ª posição, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Esse é o tumor ginecológico mais difícil de ser diagnosticado e o de menor chance de cura. Por isso, o diagnóstico tardio é a principal causa de morte pela doença. 

O câncer de ovário é difícil ser diagnosticado porque os sinais e os sintomas associados a este tipo de tumor costumam ser muitos vagos e inespecíficos. Isso acaba fazendo com que a mulher ignore os sintomas e só procure o médico tardiamente, o que, na maioria das vezes, acaba levando ao diagnóstico já em fase avançada da doença. 

Como se trata de uma neoplasia que produz poucos sinais e sintomas, o acompanhamento regular com o ginecologista, ir mais ou menos uma vez por ano, deve ser suficiente, já seria o ideal para se conseguir identificar o problema ainda em sua fase inicial. A presença de tumoração pélvica ao exame físico ou o surgimento de uma lesão cística em uma ultrassonografia de rotina, que não estava presente em um exame anterior, traz sinal de alerta para que o médico possa complementar essa investigação. (Dr. Fábio Neves, Cirurgião Oncológico)  

É importante ressaltar, que a maioria das lesões císticas dos ovários são benignas, não sendo necessário nenhum tipo específico de tratamento. Muitas vezes, indica-se apenas o acompanhamento com exames de imagem, como as ultrassonografias pélvicas e/ou transvaginal. Porém, existem sinais de alerta no exame que precisam ser observados pelo médico, tais como: presença de vegetação dentro do cisto, uma massa sólida no ovário, cisto com paredes espessadas, que apresentam realce ao uso de contraste. Quando alguns desses sinais estão presentes, existe a necessidade de se aprofundar a investigação para se afastar a suspeita ou diagnosticar o câncer de ovário. Por isso é tão importante que toda a paciente com tumoração cística ou massa pélvica seja avaliada por um cirurgião especializado em oncologia ginecológica. 

Em tempo, não existe um exame específico para rastrear ou diagnosticar o câncer de ovário. “O que se recomenda é a visita regular ao ginecologista, com a realização de exame físico completo, a coleta de material para o exame colpocitológico, também conhecido como Papanicolau ou preventivo, e, o mais importante, a ultrassonografia transvaginal, o exame mais sensível para detectar a lesão na sua fase inicial”, finaliza Dr. Fábio Neves