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Hérnia de Disco tira tenista número 1 do Brasil de Roland Garros

Foto: Matthew Stockman / Getty Images

A tenista número 1 do Brasil, Bia Haddad, anunciou, no mês passado (maio/2018), a sua desistência do Roland Garros, o evento mais esperado da temporada de quadras de saibro, realizado em Paris, na França. Devido à fortes dores nas costas, provocadas por uma hérnia discal lombar, a tenista se viu obrigada a voltar para o Brasil, a fim de realizar uma cirurgia para corrigir o problema.

As hérnias discais lombares aparecem quando o disco intervertebral se rompe e estimula estruturas neurológicas, promovendo a dor. Elas surgem em decorrência, principalmente, de uma predisposição genética, associada a alterações do meio ambiente, ou seja, o uso que a pessoa faz da sua coluna no decorrer da vida.

Vale lembrar, que essa não é a primeira vez que Bia faz esse tipo de intervenção cirúrgica: aos 17 anos ela passou pelo mesmo procedimento. “A cirurgia para o tratamento da hérnia de disco visa a redução dos sintomas, porém, o disco continuará rompido e a mecânica da coluna continuará alterada. Um bom trabalho fisioterápico de reabilitação e mudança no estilo de vida é necessário no pós-cirúrgico para evitar o retorno da hérnia ou o aparecimento de uma nova”, explica o Dr. Carlos Henrique, médico ortopedista e especialista em cirurgia da coluna.

Apesar de a cirurgia ter sido bem simples e da tenista já ter iniciado sua reabilitação para voltar a jogar, a expectativa é de que ela fique afastada do circuito por até três meses. “Hoje em dia, esse tipo de cirurgia é realizada apenas com a ressecção da hérnia por via endoscópica, podendo ser, em alguns casos, realizada até mesmo com anestesia local e com corte de apenas 1,0 cm. Não são utilizados implantes e, se não houver complicações cirúrgicas, a alta hospitalar é dada no mesmo dia ou no dia seguinte à cirurgia. Vale destacar, que a fisioterapia tem grande importância no tratamento da hérnia. Ela atua tanto na parte inicial do tratamento, com a melhora do quadro de dor, bem como na fase de reabilitação, promovendo o fortalecimento da musculatura do abdome e das costas.”, finaliza o Dr. Carlos Henrique.