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Hepatite C: É importante acompanhar

Estima-se que existam, no mundo, cerca de 170 milhões de portadores crônicos do vírus da hepatite C e, no Brasil, entre três e quatro milhões de pessoas infectadas. A doença representa um importante problema de saúde pública, pois, uma parte destes indivíduos pode progredir para a cirrose - complicação de grande relevância clínica. A transmissão da hepatite C ocorre, principalmente, através do sangue e de seus derivados. Vale salientar, que essa é uma doença silenciosa e só apresenta sintomas em estágio muito avançado.

A maioria dos pacientes que desenvolve a hepatite C evolui com a doença de forma silenciosa. Muitas vezes, quando o diagnóstico não é feito precocemente durante o exame de rotina, esses pacientes só terão o diagnóstico adiante, numa fase mais avançada, após apresentarem sintomas.

“Há uma recomendação das Sociedades Brasileiras de Hepatologia, as Sociedades Internacionais Americana e Europeia, para que indivíduos que nasceram particularmente até 1969 sejam submetidos ao exame de detecção de rotina para hepatite C, que é o ANTI-HCV”. (Dr. André Lyra, médico especialista em Gastroenterologia e Hepatologia)

Uma vez que o indivíduo adquire a hepatite C e tem a infecção crônica, cerca de 10 a 20% dos indivíduos cronicamente infectados vão evoluir com cirrose hepática depois de 20 a 30 anos de infecção. Estes pacientes têm uma chance maior de ter o câncer de fígado, que é chamado de hepatocarcinoma ou carcinoma hepatocelular. Dessa forma, a hepatite C, ao levar à cirrose hepática, aumenta significativamente as chances de câncer de fígado. Nestes casos, é importante ressaltar que, mesmo pequenas quantidades de bebidas alcoólicas podem acelerar a progressão da doença, acelerar a progressão da fibrose ao longo dos anos. Então, quem tem hepatite C idealmente não deve ingerir bebidas alcoólicas.

Em tempo, o governo comprou cerca de 30 mil terapias com drogas novas que estão sendo utilizadas no tratamento da Hepatite C. “Os resultados são excelentes, as chances de cura, de um modo geral, é de 80 a 100%, de acordo com as características de cada paciente, e os efeitos colaterais são poucos”, finaliza Dr. André Lyra.