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Dia Mundial do Diabetes: Você sabia que a diabetes pode cegar?

O dia 14 de novembro foi o escolhido para comemorar o Dia Mundial do Diabetes, com o objetivo de conscientizar a população sobre a doença e suas consequências em médio e longo prazo, que pode provocar prejuízos importantes para diversas funções do indivíduo, entre elas, a visão. A principal causa de perda visual entre os portadores de diabetes é a retinopatia diabética, uma complicação que ocorre quando o excesso de glicose no sangue danifica os vasos sanguíneos dentro da retina. Se detectada em estágio inicial, os controles glicêmico e metabólico do paciente podem fazer regredir os sinais da retinopatia, evitando a progressão da doença. 

A retinopatia diabética pode surgir sem que o paciente note diferença em sua visão, pois, em estágios iniciais, a doença pode não causar sintomas visuais. Por esse motivo, a prevenção, através de exames de mapeamento de retina, é tão importante. Nas fases mais avançadas da doença, é recomendado que se faça exames com uma frequência maior, por exemplo a cada 6 ou 3 meses, a depender da gravidade. 

“É importante destacar, que a duração do diabetes mellitus, que é a doença sistêmica, é o fator de risco mais importante para o aparecimento da retinopatia, e não propriamente a idade do paciente”. (Dra. Verônica Castro Lima, médica especialista em oftalmologia)

Existem outros fatores de risco para o desenvolvimento da retinopatia diabética, como, por exemplo, o tempo da doença e o tempo glicêmico do paciente. Dessa forma, apesar de muito comum, a depender do controle clínico do paciente, ele pode não desenvolver sinais da doença na retina até uma idade mais avançada.

O embaçamento visual é um dos sintomas mais importantes da retinopatia diabética e pode indicar a existência de edema de mácula, por exemplo, que é uma das formas de apresentação. Outras causas de embaçamento visual no paciente diabético é o aumento transitório da glicemia que, por si só, pode causar o embaçamento visual e a presença de catarata, que em pacientes diabéticos é muito comum e aparece de forma mais precoce.

A Dra. Verônica Castro Lima explica que “a retinopatia diabética não tem cura e sim tratamento, principalmente se diagnosticada nos estágios mais precoces. Por isso, controlar o índice glicêmico e metabólico, que envolve não só o controle da glicemia, mas também o controle da pressão arterial e das taxas de colesterol e triglicérides, ajudam a retardar o desenvolvimento da retinopatia diabética”.