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Depressão é uma das principais causas de morte em todo o mundo

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a depressão é a doença considerada como o mal do século, uma em cada 10 pessoas sofrerá de depressão em algum momento da vida. Ela é uma das principais causas de morte em todo o planeta e atinge mais de 240 milhões de pessoas. Entre seus sintomas, pode-se perceber uma tristeza que não passa, que tira a vontade de trabalhar, estudar e se socializar, além de choro, solidão e desespero, que se tornam rotina. É como se a pessoa perdesse o rumo, a vida perdesse a graça. 

“A depressão é uma doença caracterizada por um conjunto de sintomas com  duração mínima de 2 semanas, entre eles: tristeza, humor deprimido na maior parte do dia, interesse ao prazer diminuído, perda de peso, insônia ou aumento do sono, agitação ou retardo psicomotor, fadiga, perda de energia e diminuição da capacidade de pensar e se concentrar. As vezes, pensamentos recorrentes de morte, pensamentos suicidas, também podem acontecer”. (Dr. André Gordilho, médico especialista em psiquiatria)

É importante ressaltar, que a causa da depressão ainda não é 100% elucidada, ela é multifatorial. O paciente pode ter componentes genéticos, componentes químicos/medicamentosos e componentes ambientais que geram a patologia. Doenças associadas também podem contribuir, assim como estudos de imagem vem demonstrando involução de partes cerebrais, como, por exemplo, os hipocampos, em pacientes com depressões crônicas. “Existem hipóteses sobre o que pode gerar o quadro depressivo, a mais aceita ainda é a hipótese monoaminérgica, ou seja, uma diminuição de determinados neurotransmissores, nas fendas sinápticas, na região dos neurônios. Com isso, fazendo com que o sistema nervoso central não funcione corretamente e levando a um quadro depressivo”, alerta Dr. André Gordilho.

Além disso, existem vários fatores que podem influenciar para que a pessoa desenvolva um quadro depressivo, os principais são o sexo, a idade e o histórico familiar, ou seja, a mulher tem duas vezes mais chances de desenvolver a depressão do que os homens e a maior frequência de início está entre os 20 e os 40 anos. Quem tem um histórico familiar de depressão tem um risco entre 1,5 e 3 vezes maior do que quem não tem. 

Vale lembrar, que pacientes não tratados apresentam alto grau de absenteísmo (ausência do trabalho), problemas familiares, além do aumento dos riscos de adoecimento por descuido da própria saúde, e suicídio. Por isso, é fundamental ficar alerta caso perceba um familiar com sintomas depressivos. Geralmente, começa-se a observar a pessoa mais isolada, chorosa, sem energia, tendendo a ficar mais deitada, com a conversa desesperançosa, se descuidando da aparência, se alimentando menos e perdendo peso. “Esses comportamentos funcionam como um aviso para dizer que existe alguma coisa errada, principalmente naqueles pacientes que não buscam ajuda, que não conversam com a família”, finaliza Dr. André Gordilho.