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Coluna em ‘S’: Tudo que você precisa saber sobre essa patologia

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 80% da população terá alguma crise de dor nas costas, pelo menos, duas vezes na vida e um dos principais motivos é a escoliose, que afeta de 2% a 4% da população mundial. A patologia é conhecida como uma deformidade tridimensional na coluna vertebral, de aparecimento espontâneo e indolor, caracterizada por uma curvatura espinhal anormal, que pode ser para qualquer lado do corpo, fazendo com que a coluna fique em formato de “S”. 

A maioria dos pacientes que possuem escoliose tem uma curva que tende à estabilização ao término do crescimento. Apenas uma pequena porcentagem dos pacientes apresentam curvas que progridem na vida adulta. Com o acompanhamento do médico especialista, esses pacientes são identificados ainda na fase de crescimento e submetidos ao tratamento adequado.

O exame físico bem realizado já é suficiente para dar o diagnóstico de escoliose. No entanto, será necessário exames secundários para classificar, identificar a causa, quando possível, e graduar a escoliose, permitindo um tratamento mais correto, mais específico. (Dr. Carlos Henrique, médico ortopedista e especialista em cirurgia de coluna)

É importante destacar que tratamento da escoliose varia de acordo com a gravidade da doença. Pacientes que apresentam uma escoliose com uma curva mais suave, abaixo de 20°, são tratados apenas com observação e atividades de fortalecimento da musculatura, como o RPG, pilates e atividades físicas. Pacientes muito jovens que apresentam uma curva mais avançada, entre 20 e 40°, são candidatos ao uso de coletes para correção da curva. Já curvas mais graves, normalmente acima de 45°, são candidatos ao tratamento cirúrgico. O planejamento do tratamento deve ser orientado pelo especialista, visto que há outros critérios que necessitam ser avaliados para um melhor tratamento da doença.

A maioria dos pacientes portadores de escoliose possuem curvas de pequena monta, que tendem à estabilização após o término do crescimento e se manter assintomático durante toda a vida. A curva não corrige espontaneamente, nem com o uso de colete ou qualquer outro tratamento conservador disponível na atualidade. O que ocorre é que a curva tende a estabilização e isso é o suficiente para que o paciente leve uma vida normal. Curvas mais graves devem, sim, ser tratadas com cirurgia para corrigir a lesão. (Dr. Carlos Henrique)

Para complementar o tratamento, a natação é um excelente esporte, que trabalha bem a musculatura do corpo e ajuda o desenvolvimento do sistema respiratório. Atividade física, de modo geral, deve ser incentivada ao paciente portador de escoliose, para que o mesmo tenha um melhor desenvolvimento da musculatura do tronco. Porém, tanto a natação como qualquer outra atividade física, não possuem a capacidade de corrigir uma curva escoliótica. “Vale lembrar, que não tem como prevenir a escoliose, o que se pode fazer é realizar um diagnóstico precoce, o que permitirá um tratamento específico e efetivo, a fim de diminuir a chance de possíveis sequelas”, finaliza Dr. Carlos Henrique.