NOTÍCIAS VIVA MAIS

Chikungunya provoca inflamação cerebral grave

O vírus Chikungunya, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo que propaga a dengue, pode levar à infecção cerebral grave e até mesmo a morte em bebês e pessoas com mais de 65 anos, de acordo com os resultados publicados no jornal da Academia Americana de Neurologia, o Neurology.

Um total de 57 pacientes foram diagnosticados com a doença do sistema nervoso associada à chikungunya, incluindo 24 com encefalite, uma taxa de 8,6 por 100 mil pessoas. Encefalite foi mais prevalente em bebês e pessoas com mais de 65 anos. A taxa de incidência em crianças foi de 187 por 100 mil pessoas; e de 37 por 100 mil pessoas com mais de 65 anos. A taxa de mortalidade para aqueles com encefalite associada ao vírus chikungunya foi de 17%. Estima-se que 30-45% dos infectados com encefalite sofrem incapacidades permanentes.

O estudo foi conduzido pelo Dr. Patrick Gérardin, PhD, do Hospital Universitário Central em Saint Pierre, Ilhas Reunião. Os pesquisadores revisaram um surto de chikungunya que afetou 300 mil pessoas na Ilha da Reunião, ao largo da costa de Madagascar, em 2005-6. Eles investigaram a medida em que as pessoas com sintomas neurológicos no início da doença ainda estavam afetadas 3 anos mais tarde.

Dr. Patrick Gérardi aconselha: "Como não há vacina para prevenir a chikungunya e nenhum medicamento para tratá-lo, as pessoas que viajam para essas áreas devem estar cientes desta infecção e tomar medidas para evitar picadas de mosquito, como o uso de repelente e mangas compridas e calças, se possível".

Chikungunya não é um novo vírus, antes de 2004 considerou-se não fatal e pouco susceptível de causar deficiência ao longo da vida. No entanto, grandes surtos desde 2005 foram atribuídos a uma nova estirpe, e os casos graves ou fatais têm sido vistos com envolvimento do sistema nervoso central (SNC) em adultos e crianças.

Os sintomas mais frequentes são febre e dores articulares, além de dor de cabeça, dor muscular, inchaço das articulações ou erupção cutânea. A maioria das pessoas se recupera dentro de uma semana, mas, para alguns, a dor nas articulações pode continuar por meses e até anos.