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Câncer de Cabeça e Pescoço: causas, sintomas e tratamentos

O câncer de cabeça e pescoço é um grupo de tumores malignos que aparecem nas regiões da cavidade oral, faringe, laringe, seios paranasais ou na cavidade oral. A neoplasia ocupa a 5ª posição na lista das mais frequentes, com uma incidência mundial estimada de 780 mil novos casos por ano.  Além disso, o câncer de cavidade oral e o de laringe são, respectivamente, o 4º e o 6º tumores mais comuns na região Nordeste. 

Para um diagnóstico rápido e um tratamento eficaz, o médico especialista em Oncologia Clínica, Dr. Eduardo Moraes, afirma que, “na maioria das vezes é o próprio paciente que nota uma alteração na boca, na pele ou no pescoço e traz à atenção de um profissional de saúde… Entre os sintomas mais comuns estão: dificuldade para falar ou engolir, úlceras ou aftas que não cicatrizam, caroços persistentes no pescoço, sangramento, dor e falta de ar”.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), as neoplasias de cabeça e pescoço consistem em um conjunto de tumores muito heterogêneos, com características clínicas diferentes. Por isso, é de fundamental importância procurar um profissional qualificado para reconhecer um câncer desta natureza. “O cirurgião de cabeça e pescoço é o médico que se dedica ao diagnóstico e tratamento deste tipo de câncer, de preferência em conjunto com uma equipe multidisciplinar formada por oncologistas, clínicos, radioterapeutas, fonoaudiólogos, etc.”, acrescenta o médico.

A estudante Isabela Casé, se deparou com uma situação desagradável. Com um caroço no pescoço que não parava de crescer, a jovem logo procurou orientação médica. “Apareceu um carocinho, bem pequenininho. Apesar de não sentir dor nenhuma, ele começou a crescer, cresceu muito, e fui procurar um médico. O primeiro não soube me informar o que foi, achava que seria um cisto, que se eu retirasse era só por estética. Aí, depois de consultar muitos outros, eu encontrei um especialista de cabeça e pescoço que fez a cirurgia”.

Dr. Eduardo alerta para que todo profissional de saúde deva estar atento e preparado para a identificação de um câncer de cabeça e pescoço, principalmente na população de alto risco, como os fumantes. Por ter um diagnóstico difícil, Isabela então resolveu deixar pra lá: “Os primeiros médicos disseram que não era nada - ouvia o que queria ouvir, morria de medo de cirurgia - e só fiz comemorar. Minha mãe que ficou insistindo para eu ver o que era. Eu não sentia nada, só o caroço que era muito grande.

Alguns sintomas podem sugerir que o paciente tenha câncer de cabeça e pescoço, e o diagnóstico leva em consideração a história clínica, o exame físico e os exames de imagem, como a ultrassonografia e a tomografia, sendo confirmado através de biópsia. Os fatores de risco mais importantes são o consumo de álcool e o tabagismo. As opções de tratamento podem incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia. Em alguns casos, podem ser utilizados uma combinação deles.

“A gente aprende muito durante o tratamento, abdica de coisas que antes pareciam ser fundamentais e vê o quão pequeno é tudo isso. Eu era uma pessoa que tinha um cabelão e dizia que nunca iria cortar por nada nesse mundo, mas me surpreendi muito com minha reação. Eu me olhava no espelho e via outra pessoa, envelheci uns 100 anos, mas no meio daquele turbilhão todo, isso era o de menos. Eu acreditava que aquelas dores todas que estava sentindo serviriam para me curar, então, encarei de frente. Claro que tiveram momentos que eu desabei, mas fez parte de todo o processo. Hoje estou curada e só tenho a agradecer”, finaliza Isabela.