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Autoexame da tireoide pode detectar nódulos

A tireoide é uma glândula endócrina que fica localizada no pescoço, um pouco abaixo do pomo-de-adão e é responsável por todos os metabolismos que acontecem no nosso organismo. Embora pequena, ela produz hormônios importantes, denominados T3 e T4, que influenciam no bom funcionamento de todos os órgãos do corpo humano.

Problemas na tireoide podem fazer com que ela produza esses hormônios em excesso ou em quantidade insuficiente, causando uma hiperfunção ou uma hipofunção (hipertireoidismo ou hipotireoidismo), ou relacionado a nódulos, que podem ser neoplasias malignas ou benignas.

Por isso, é preciso sempre estar atento às alterações corporais. No que diz respeito à tireoide, todo o paciente pode fazer o autoexame, “é um exame simples: primeiro, precisa-se estar em um lugar bem claro e em frente ao espelho, palpando a tireoide, que é um órgão que fica superficial, logo abaixo do pomo-de-Adão, popularmente conhecido como ‘gogó’. O paciente pode procurar o nódulo à direita, à esquerda ou no meio, que é o istmo”, explica o Dr. Gabriel Carletto, médico especialista em cirurgia de Cabeça e Pescoço. 

Dicas de como fazer o autoexame da tireoide em casa:
- Você só precisará de um copo com água e um espelho.
- Incline a cabeça para trás, para que o pescoço fique mais exposto e focalize esta região no espelho.
- Agora, procure, no seu pescoço, a região logo abaixo do pomo-de-adão (mais conhecido como gogó). Sua tireoide está localizada aí.
- Beba um gole de água. Com o ato de engolir, a tireoide sobe e desce. Observe se existe algum aumento de saliência na glândula. Mas, atenção: não confunda a tireoide com o "gogó". Lembre-se de que ela está logo abaixo. 
- Repita esse teste várias vezes até ter certeza. Ao notar qualquer alteração, consulte o seu endocrinologista ou cirurgião de Cabeça e Pescoço.

É importante ressaltar, que a ida ao médico não pode ser trocada pelo autoexame. “O paciente deve procurar uma consulta com o especialista, passar no endocrinologista e se cuidar no dia-a-dia para a detecção precoce, assim como existe no câncer de mama”, finaliza o Dr. Gabriel Carletto.