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Ao contrário de outro tipo de tumor, esse não é silencioso

O endométrio é a membrana mucosa que reveste a parede interna do útero e, como qualquer outra parte do corpo humano, também está sujeita a doenças, entre elas, o câncer. Raro em mulheres com menos de 40 anos, o câncer de endométrio costuma ter uma evolução muito favorável naquele grupo de pacientes em que se faz o diagnóstico precoce e o tratamento adequado. 

De acordo com dados do Ministério da Saúde, este tipo de tumor é geralmente diagnosticado em mulheres com idade média de 61 anos (as pós-menopausadas são as mais acometidas), seu sintoma principal é um sangramento entre as menstruações, antes da menopausa, ou um sangramento vaginal irregular, após a menopausa. Nestes casos, o Dr. Adson Neves, médico especialista em cirurgia oncológica, recomenda “investigar todo e qualquer tipo de sangramento irregular para que seja descartada a suspeita da doença”. Além disso, a dor pélvica, associada ao sangramento, também pode ser uma manifestação clínica muito importante.

Vale destacar que, habitualmente, na mulher acima dos 50 anos, o endométrio deverá medir 4 milímetros, um pouco menos do que meio centímetro. O ultrassom transvaginal é um método extremamente importante para avaliar a espessura (o tamanho) do endométrio. A partir daí, é possível investigar o espessamento endometrial através de dois métodos: a curetagem uterina e a histeroscopia, ambos têm a simples finalidade de retirar um fragmento desse endométrio alterado. Após esta biópsia, o tecido é examinado na anatomia patológica para se chegar ao resultado definitivo do câncer.

Uma paciente que tem sangramento do útero, realiza uma ultrassom transvaginal e documenta um endométrio espessado, acima de 4mm, deve prosseguir sua investigação. (Dr. Adson Neves

É importante lembrar, que a paciente com câncer de endométrio deverá procurar um médico com treinamento em oncologia, pois será necessário construir uma estratégia terapêutica que poderá incluir, além do cirurgião, um radioterapeuta e um oncologista clínico. “Quando a estratégia é muito bem estabelecida, adequada, as chances de cura se ampliam, portanto, procurar um médico especializado em oncologia é fundamental para tratar o paciente com câncer”, finaliza o Dr. Adson Neves.