NOTÍCIAS VIVA MAIS

Aneurisma Cerebral, inimigo silencioso que pode ser fatal

O aneurisma cerebral é uma dilatação anormal em uma artéria do cérebro. Nesse local, a parede da artéria é defeituosa e frágil. Ele está associado ao risco de rotura (rompimento) com sangramento, ou de compressão de estruturas cerebrais próximas, quando a dilatação for muito grande. Os aneurismas que nunca romperam nem sangraram podem não dar sintomas. São inimigos silenciosos. Os grandes, que comprimem estruturas, dão sintomas que variam em função da área. Podem ser desde dores de cabeça até uma deficiência neurológica específica.

Quando um aneurisma rompe e sangra, ocorre uma hemorragia dentro do crânio, geralmente ao redor do cérebro, mas pode ser também em seu interior. A manifestação mais frequente é uma dor de cabeça muito intensa, de início súbito (de uma hora para outra) e vômitos. Às vezes há perda da consciência, sonolência ou convulsão. Sangramentos muito abundantes podem ser fatais, ou deixar sequelas permanentes.

Saiba mais:
Aneurisma Cerebral: Fatores de Risco
Pessoas com histórico familiar de doenças vasculares ou pressão alta têm maior risco de desenvolver aneurismas cerebrais?

Existem alguns fatores de risco para o desenvolvimento ou para a recidiva de um aneurisma. É ficando atentos a esses fatores que podemos detectar ou diminuir a progressão da doença. Nesse sentido, é importante manter a pressão arterial e colesterol em níveis adequados, não fumar, e saber se há casos na família. Algumas condições menos comuns também aumentam o risco de formação de aneurismas, como rins policísticos, coarctação da aorta, etc.

O aneurisma cerebral roto, que sangrou, requer atenção médica imediata. Nesse caso, doutor Igor Maldonado, especialista em neurocirurgia, acrescenta que pode “haver dor de cabeça forte, que surge de forma extremamente rápida, seguida de vômitos”. Porém, para evitar maiores complicações, “as pessoas que possuem aneurismas que nunca sangraram, descobertos por acaso, devem conversar com seu médico sobre a necessidade de tratamento”.