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Alzheimer: Diagnóstico precoce é fundamental para retardar os sintomas

Doença do cérebro, caracterizada por perda de memória, de atenção, desorientação e dificuldade de planejamento, o Alzheimer é um tipo comum de demência que ocorre em pessoas a partir de 65 anos. Apesar de familiares e amigos tratarem como “coisas da idade”, o diagnóstico precoce é fundamental para retardar os sintomas dessa patologia que não tem cura. Por isso, é preciso muito cuidado para oferecer ao ente querido o melhor tratamento e propiciar melhoras em sua qualidade de vida. 

“O diagnóstico precoce é importante, uma vez que a doença de Alzheimer é um tipo específico de demência. Existem outros fatores que podem levar a injúria do tecido cerebral, então, por isso, temos que prevenir fatores de risco como a hipertensão, o diabetes, obesidade, tabagismo, dieta inadequada, uma vez que todas essas condições podem levar a um aumento do risco de doença cerebrovascular e, assim, fazer com que o paciente tenha uma piora do esquecimento. Também é importante o diagnóstico precoce uma vez que a gente possa estimular o paciente a ter um treinamento cognitivo mais adequado” (Dr. Jonas Gordilho, médico geriatra).

A psicóloga, Camila Lima, começou a perceber os primeiros sintomas da doença em sua avó quando ela tinha 60 anos, porém, ela só se deu conta de que era Alzheimer quando Dona Marieta começou a esquecer os netos: “Minha avó começou a desenvolver os primeiros sintomas muito jovem, por volta dos 60 anos de idade ela já começou a apresentar alguns pequenos esquecimentos e que para a família ficava como aquela coisa “ah, é porque está velha, é coisa da idade, é comum”, e ninguém levava muito a sério”.

Os familiares podem reconhecer a doença de Alzheimer avaliando situações básicas do dia-a-dia, como esquecimento para fatos recentes, dificuldade para reconhecer pessoas mais próximas que o paciente tem contato habitualmente, dificuldade de realizar tarefas que ele sempre realizou, como ir à feira, fazer compras ou ir ao banco. “Ela começou a esquecer pequenas coisas, por exemplo, onde tinha guardado algumas coisas, nome de pessoas mais distantes e horários de remédio. Depois os sintomas foram se agravando e foi aí que a família começou a realmente suspeitar que não era normal. Pouco tempo depois que esses pequenos esquecimentos começaram se agravou de forma muito rápida. Um certo dia, a gente se encontrou num lugar fora do que a gente costumava se encontrar e ela não me reconheceu, foi aí que eu percebi que realmente a doença era muito mais grave. Apesar da doença não ter cura, se a gente tivesse realmente levado a sério desde muito antes teria condição de retardar a evolução da doença”, explicou, Camila Lima, emocionada. 

O Alzheimer é uma doença que não tem cura. Portanto, para garantir maior qualidade de vida, a família precisa reconhecer e compreender as deficiências do idoso. “No entanto, ela pode ter uma progressão que vai de 2 até 20 anos, depende muito do paciente e dos fatores de risco que estão associados. Uma vez identificada e diagnosticada a doença de Alzheimer, é muito importante que o paciente tenha uma rede social de cuidado. Essa pessoa idealmente não deve ser deixada sozinha para prevenir complicações como quedas, uso inadequado de medicações ou até mesmo prevenir outros acidentes domiciliares também. Essa rede social também é importante para dar as medicações de forma adequada, para que o paciente se sinta acolhido e cuidado. Outra coisa importante é que muitas vezes o paciente com Alzheimer pode ficar um pouco irritado quando ele é confrontado, então é muito importante abordar de forma correta, não contestar o indivíduo com Alzheimer, não bater de frente. Existem várias técnicas de abordagem que podem ser utilizadas de forma a melhorar o dia-a-dia do paciente que tenha a doença de Alzheimer”, finaliza Dr. Jonas Gordilho.