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Abril Marrom: Retinopatia diabética pode levar à perda da visão

O mês de Abril foi o escolhido pelo Ministério da Saúde, em 2016, para alertar a população sobre a importância da saúde ocular, a fim de conscientizar a população a procurar o serviço especializado ao menor sinal das doenças oculares, e também facilitar, por meio da intensificação de campanhas, o acesso ao tratamento eficaz em menor tempo possível.

Principal causa de perda visual entre os portadores de diabetes, a retinopatia diabética é uma complicação que ocorre quando o excesso de glicose no sangue danifica os vasos sanguíneos dentro da retina. Se detectada em estágio inicial, os controles glicêmico e metabólico do paciente podem fazer regredir os sinais da retinopatia, evitando a progressão da doença. 

A retinopatia diabética geralmente não apresenta sintomas em sua fase inicial, ou seja, pode surgir sem que o paciente note diferença em sua visão. “Nos estágios iniciais, a retinopatia diabética pode não causar sintomas visuais. Por esse motivo, a prevenção, através de exames de mapeamento de retina, é tão importante, pois o paciente pode começar a apresentar sintomas visuais somente em estágios mais avançados da doença”, esclarece Dra. Verônica Castro Lima, médica especialista em oftalmologia.

Vale ressaltar, que embaçamento visual é um dos sintomas mais importantes da retinopatia diabética e pode indicar a existência de edema de mácula, por exemplo, que é uma das formas de apresentação. Outras causas de embaçamento visual no paciente diabético é o aumento transitório da glicemia que, por si só, pode causar o embaçamento visual e a presença de catarata, que em pacientes diabéticos é muito comum e aparece de forma mais precoce.

Dra. Verônica Castro Lima revela que “o ótimo controle glicêmico e metabólico, que envolve não só o controle da glicemia, mas também o controle da pressão arterial e das taxas de colesterol e triglicérides, além dos exames regulares com o oftalmologista, ajudam a retardar o desenvolvimento da retinopatia diabética”. Além disso, todo o paciente com diabetes deve fazer o exame de fundo de olho pelo menos uma vez por ano. Nas fases mais avançadas da doença, é recomendado que se façam exames com uma frequência maior, por exemplo a cada 6 ou 3 meses, a depender da gravidade.