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Abril Marrom: Previna-se contra as doenças que causam cegueira

Abril Marrom: Previna-se contra as doenças que causam cegueira

O mês de Abril foi o escolhido pelo Ministério da Saúde, em 2016, para alertar a população sobre a importância da saúde ocular, a fim de conscientizar a população a procurar o serviço especializado ao menor sinal das doenças oculares, e também facilitar, por meio da intensificação de campanhas, o acesso ao tratamento eficaz em menor tempo possível.

As três maiores causas de cegueira no mundo e no Brasil são doenças que acometem, sobretudo, os idosos: catarata, glaucoma e degeneração macular relacionada à idade (DMRI). Por isso, convidamos o médico, Dr. Moacyr Freitas, para explicar cada uma delas:

Glaucoma
Principal causa de cegueira do mundo, o problema do glaucoma é o fato de ser uma doença silenciosa, já que o simples aumento da pressão intraocular não é capaz de causar nenhum sintoma. Por isso, somente a avaliação com o oftalmologista é capaz de identificá-lo em fases iniciais, o que é essencial para evitar lesões irreversíveis no nervo óptico. 

“Durante a avaliação do glaucoma, o oftalmologista deverá realizar diversos testes para chegar ao diagnóstico. Geralmente, o primeiro exame realizado é a tonometria, usada para medir a pressão intraocular. Esse exame deve ser feito, rotineiramente, em toda a consulta oftalmológica. Outro exame importante é o exame de fundo do olho, que é a fundoscopia, ela é realizada para avaliar o nervo óptico”, explica Dr. Moacyr Freitas.

O caráter hereditário é o fator principal para o desenvolvimento do glaucoma. Pessoas que têm casos da doença na família têm maior risco do que aquelas pessoas que não têm história familiar. Pacientes depois dos 40 anos devem consultar o médico e fazer o exame com regularidade, mesmo que enxerguem bem. O glaucoma não provoca sintomas no início e pode progredir lenta ou rapidamente. No entanto, a visão, se for perdida, não será mais recuperada. 

Catarata
Estima-se que 17 milhões de pessoas sofram de catarata no mundo. A doença faz parte do processo de envelhecimento do organismo, porém, tem tratamento e é exclusivamente cirúrgico. É realizada uma sedação venosa leve, a anestesia é feita à base de colírio ou gel, e a cirurgia é totalmente indolor. O procedimento cirúrgico evoluiu bastante nos últimos anos, se tornou seguro e com recuperação bem rápida. Na cirurgia de catarata o cristalino que estava opaco é substituído por uma lente artificial transparente, promovendo recuperação da visão, incluindo a visão noturna em baixa iluminação.

Dr. Moacyr Freitas diz que “tem como o paciente desconfiar que está com catarata: a primeira percepção é o embaçamento visual, muitas vezes a queixa é de que os óculos estão sujos ou fracos. Além do embaçamento da visão, se observa perda do brilho das cores e a piora da visão a noite. A catarata consiste numa opacidade parcial ou total do cristalino, lente natural do olho que tem a função de focar a imagem na retina e que, no processo de envelhecimento, vai perdendo a transparência”.

Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI)
A Degeneração Macular Relacionada à Idade, ou DMRI, é a principal causa de cegueira irreversível da população idosa no mundo ocidental. A DMRI é uma doença degenerativa da retina, que provoca uma perda progressiva da visão central, é a doença do fundo do olho, que costuma aparecer em pessoas a partir dos 50 anos de idade. 

É importante salientar que, quanto mais precoce for o diagnóstico, mais favorável é o prognóstico visual após o início do tratamento. Por isso, é muito importante realizar uma avaliação oftalmológica anual com a dilatação das pupilas, principalmente se existe história familiar e/ou sinais iniciais da doença.