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Aborto de Repetição: Quando a dificuldade vai além de engravidar

O aborto espontâneo é uma fatalidade que acomete de 15% a 25% das mulheres que engravidam e, apesar de ser considerado comum nas gestações iniciais, merece avaliação. O problema é maior quando ocorrem duas ou mais perdas consecutivas - o chamado aborto de repetição, que atinge 2% a 5% das mulheres em idade fértil. Nestes casos, indica-se avaliação criteriosa do casal, tratamento médico específico e, muitas vezes, um acompanhamento psicológico. 

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Quem tem histórico familiar tem maior probabilidade de ter aborto de repetição. Existem algumas características familiares que podem ser hereditárias, por exemplo, as trombofilias. Os pais têm alguma mutação genética que é passada para a filha e a filha, na gravidez, pode ter alguma intercorrência ou abortamento de repetição ou óbito fetal ou uma restrição de crescimento intrauterino ou pré-eclâmpsia ou redução de líquido amniótico ou trombose placentária. Geralmente os casais que têm o abortamento de repetição também têm chance de ter outras complicações durante a gestação. 

Existe tratamento para casais que sofrem abortos de repetição, porém, tem que ser individualizado, não adianta achar que um único tratamento vai servir para todos os casais. Cada casal é um caso a ser estudado profundadamente. O importante é que é possível reverter a situação em cerca de 85% das vezes, igualando as chances de sucesso da gestação às de um casal que não tem histórico de perda. O médico Manoel Sarno, ginecologista e especialista em medicina fetal, revela que “o tratamento para o aborto espontâneo de repetição tem que ser multifatorial, já que existem vários fatores de risco. É preciso identificá-los e tratar especificamente cada um deles”.